Acuado pelas denúncias de corrupção entre seus ministros e principais aliados, Michel Temer (PMDB) já avalia a possibilidade de renunciar ao mandato ainda em 2016, ano em qua articulou a derrubada da presidenta Dilma Roussef (PT) para assumir o poder. A informação é do jornalista Renato Novai, da revista Fórum. De acordo com Rovai, "Temer já estaria considerando a
possibilidade de renunciar antes do dia 31/12 para não sair escorraçado
do governo, é o que teria dito um de seus aliados a um deputado de
oposição".
O pavor tomou conta do governo após Temer ter sido citado 43 vezes na primeira delação premiada de um executivo da Odebrecht na operação Lava-Jato. Como são mais de 70 executivos a fazer delação, a expectativa é de que o governo possa ser escorraçado do Planalto, o que mancharia a imagem de Temer e de todos os seus aliados.
Alguns partidos, inclusive, já avaliam deixar o governo após perceberem que as denúncias estão apenas começando e, graças à vigilância da população nas redes sociais, não podem mais ser escondidas pela grande mídia.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Temer demite jornalista Leda Nagle
Após 21 anos na TV Brasil (anteriormente, na TV Educativa do Rio, incorporada à emissora do governo federal), a jornalista Leda Nagle foi demitida esta semana. Leda comandava o prestigiado "Sem Censura". A apresentadora disse ter ficado triste não tanto pela demissão, mas pela forma como aconteceu.
Segundo ela, todos diziam que seu contrato seria renovado normalmente. "Cumpri as regras burocráticas e continuei no ar, mesmo sem contrato, cumprindo minhas obrigações de acordo com as normas que acreditava vigentes. Tanto o Presidente da EBC como seus subordinados também agiam como se tudo estivesse certo”, disse.
Da forma como a TV Brasil agiu, ficou claro que não é possível confiar nos auxiliares do presidente Temer, citado 43 vezes apenas na primeira delação premiada da Operação Lava Jato. Nos bastidores da emissora, comenta-se que a demissão foi determinada pelo governo por questões políticas.
Para a apresentadora, a situação revelou grande falta de caráter, já que haviam dito a ela que a renovação estava certa. "Não houve nenhuma proposta de redução do valor do contrato, nenhuma tentativa de composição, nem nas reuniões anteriores nem á uma hora da tarde de ontem, quando Laerte Rimoli (diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação) me demitiu. Foi assim. Foi muito feio", escreveu. Contando com a apresentadora Leda, a equipe do 'Sem Censura' tem outros 26 profissionais.
Segundo ela, todos diziam que seu contrato seria renovado normalmente. "Cumpri as regras burocráticas e continuei no ar, mesmo sem contrato, cumprindo minhas obrigações de acordo com as normas que acreditava vigentes. Tanto o Presidente da EBC como seus subordinados também agiam como se tudo estivesse certo”, disse.
Da forma como a TV Brasil agiu, ficou claro que não é possível confiar nos auxiliares do presidente Temer, citado 43 vezes apenas na primeira delação premiada da Operação Lava Jato. Nos bastidores da emissora, comenta-se que a demissão foi determinada pelo governo por questões políticas.
Para a apresentadora, a situação revelou grande falta de caráter, já que haviam dito a ela que a renovação estava certa. "Não houve nenhuma proposta de redução do valor do contrato, nenhuma tentativa de composição, nem nas reuniões anteriores nem á uma hora da tarde de ontem, quando Laerte Rimoli (diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação) me demitiu. Foi assim. Foi muito feio", escreveu. Contando com a apresentadora Leda, a equipe do 'Sem Censura' tem outros 26 profissionais.
domingo, 4 de dezembro de 2016
WhatsApp deixará de funcionar em seis modelos de celular
Pelo menos seis modelos de celular deixarão de suportar o aplicativo WhatsApp nos próximos meses, de acordo com anúncio da própria companhia. As primeiras baixas começam já em 2017.
Os primeiros modelos afetados são os que utilizam o sistema operacional Android 2.1 e 2.2; Windows Phone 7; e Iphone 3GS/iOS3. Esses modelos não suportarão mais nenhuma versão ou funcionalidade do aplicativo.
A partir de 30 de junho, também deixarão de operar o app o BlackBerry OS; Blackberry 10; Nokia S40; e Nokia Symbian S60.
A justificativa do WhatsApp é que a utilização desses modelos é pequena e a opção da empresa foi focar seus esforços nas versões mais utilizadas pelos clientes.
Os primeiros modelos afetados são os que utilizam o sistema operacional Android 2.1 e 2.2; Windows Phone 7; e Iphone 3GS/iOS3. Esses modelos não suportarão mais nenhuma versão ou funcionalidade do aplicativo.
A partir de 30 de junho, também deixarão de operar o app o BlackBerry OS; Blackberry 10; Nokia S40; e Nokia Symbian S60.
A justificativa do WhatsApp é que a utilização desses modelos é pequena e a opção da empresa foi focar seus esforços nas versões mais utilizadas pelos clientes.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Temer proíbe torcida no gramado no velório da Chape
Não, você não leu errado. O presidente Michel Temer (PMDB) decidiu participar do velório coletivo das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense. Por questões de segurança, porém, o Planalto solicitou à diretoria do clube que, ao contrário do que estava previsto inicialmente, os torcedores sejam proibidos de entrar no gramado e se aproximar dos caixões para se despedir de seus ídolos.
O governo federal teme que a série de acusações envolvendo tráfico de influências e caixa dois entre alguns de seus ministros e principais aliados provoque reações do público contra o presidente. O temor aumentou depois que o Congresso Nacional, com apoio dos partidos da base do governo e da oposição, acabou com o projeto anticorrupção enviado pelo Ministério Público com dois milhões de assinaturas. Apenas Psol, Rede e PPS votaram contra a medida.
A Chapecoense ainda não deu uma resposta sobre a exigência de Temer. O assunto está sendo discutido nesta quinta-feira.
O governo federal teme que a série de acusações envolvendo tráfico de influências e caixa dois entre alguns de seus ministros e principais aliados provoque reações do público contra o presidente. O temor aumentou depois que o Congresso Nacional, com apoio dos partidos da base do governo e da oposição, acabou com o projeto anticorrupção enviado pelo Ministério Público com dois milhões de assinaturas. Apenas Psol, Rede e PPS votaram contra a medida.
A Chapecoense ainda não deu uma resposta sobre a exigência de Temer. O assunto está sendo discutido nesta quinta-feira.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Temer comemora tragédia com avião da Chape
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| Temer: salvo pelo acidente da Chapecoense |
Para o presidente
Michel Temer, a queda do avião da Chapecoense na Colômbia, apesar
da tragédia, acabou sendo um excelente negócio. Com o governo citado em
denúncias de tráfico de influências e corrupção envolvendo dois
dos aliados mais próximos, o ex-ministro Geddel Vieira Lima
(Secretaria de Governo), e Eliseu Padilha (Casa Civil), os dois do
PMDB, partido do mandatário, o foco da imprensa e mesmo da população
nas mídias sociais foi direcionado ao acidente, o que foi comemorado discretamente no Planalto.
Temer vinha sendo
duramente criticado por ter cobrado do ex-ministro da Cultura,
Marcelo Calero, uma medida irregular que garantisse um interesse
particular de Geddel, que comprou um apartamento de alto luxo em
Salvador cuja obra foi embargada pelo IPHAN, órgão subordinado à
Cultura.
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| Veja: Lava-Jato chegou em José Serra |
De acordo com
gravações em posse de Calero e da Polícia Federal, Temer, Geddel e
Padilha pressionaram o ex-aliado a enviar o caso à Advocacia-Geral
da União, onde o trio conseguiria reverter a decisão técnica e
liberar o arranha-céu de Geddel, de 30 andares, em uma área tombada
pelo patrimônio histórico em Salvador.
Essa semana, a
revista Veja também adiantou que outro ministro de Temer, o
chanceler José Serra (PSDB), é um dos citados por ter recebido
dinheiro de corrupção na delação premiada da Odebrecht na
Operação Lava-Jato.
Somando-se a isso,
deputados aliados tentavam ainda aprovar, às pressas, uma medida que
anistia o crime de caixa dois em campanhas eleitorais, mas mudaram de
opinião após pressão pública.
Nessa avalanche de denúncias contra o governo, o acidente veio salvar o presidente nos holofotes da corrupção. Pelo menos essa semana.
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